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Meta fecha acordo nos EUA por custos escolares ligados ao vício em redes sociais
22-05-2026 16:52

Escritório da Meta em Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos
REUTERS/Nathan Frandino
A Meta, dona do Facebook e do Instagram, chegou nesta quinta-feira (21) a um acordo judicial nos Estados Unidos no primeiro caso que buscava obrigar plataformas a cobrirem custos de escolas com uma crise de saúde mental causada por redes sociais.
O acordo foi firmado junto ao Distrito Escolar do Condado de Breathitt, na área rural de Kentucky, nos EUA, autor do processo.
Antes, o YouTube, o Snapchat e o TikTok também tinham optado por essa saída para evitar o julgamento previsto para 15 de junho. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com cerca de 1.600 estudantes em seis escolas, o Distrito Escolar do Condado de Breathitt alegou que as plataformas foram desenvolvidas para manter usuários jovens viciados, causando ansiedade, depressão e automutilação entre alunos. Por isso, pediu US$ 60 milhões para cobrir custos de tratamentos realizados por escolas e financiar um programa de saúde mental para adolescentes.
O processo também buscava uma ordem judicial que obrigasse plataformas a mudarem seu funcionamento para se tornarem menos viciantes. "Resolvemos este caso de forma amigável e seguimos focados em nosso trabalho de longa data para criar proteções como as Contas para Adolescentes, que ajudam jovens a permanecer seguros online, ao mesmo tempo em que dão aos pais controles simples para apoiar suas famílias", disse um porta-voz da Meta. Cerca de 1.200 distritos escolares nos EUA estão processando plataformas por motivos parecidos. O condado de DeKalb, na Geórgia, reúne mais de 90 mil alunos e afirmou que busca US$ 4,3 milhões para cobrir custos com saúde mental de seus estudantes. O distrito de Los Angeles e o sistema de escolas públicas de Nova York também entraram com ações judiciais e somam mais de 1,2 milhão de alunos. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Acordo acontece após decisão histórica Em março, um júri de Los Angeles, nos Estados Unidos, considerou Google (da Alphabet) e Meta responsáveis por contribuir para uma crise de saúde mental entre adolescentes por meio do Instagram e do YouTube, em um processo histórico sobre vício em redes sociais. O júri condenou a Meta a pagar indenizações de US$ 4,2 milhões (R$ 22 milhões) e o Google, de US$ 1,8 milhão (R$ 9,4 milhões). O processo foi movido por uma jovem de 20 anos, que afirmou ter desenvolvido vício nas plataformas ainda menor de idade, por causa dos recursos dos aplicativos, que incentivam o uso contínuo. Ela afirmou que o uso intensivo agravou sua depressão e gerou pensamentos suicidas.
Por isso, pediu que as empresas fossem responsabilizadas. Snapchat e TikTok também eram réus no processo, mas fizeram um acordo com a autora antes do início do julgamento. Críticas crescentes Nos últimos 10 anos, as grandes empresas de tecnologia dos EUA enfrentam críticas crescentes sobre a segurança de crianças e adolescentes. O país não aprovou uma legislação abrangente para regular redes sociais, mas ao menos 20 estados americanos aprovaram leis nesse sentido em 2025, segundo a Conferência Nacional de Legislaturas Estaduais (NCSL), organização apartidária que monitora legislações estaduais. As leis incluem regras sobre o uso de celulares nas escolas e exigem que usuários comprovem a idade para abrir contas em redes sociais.
A NetChoice, associação que representa empresas como Meta e Google, tenta derrubar na Justiça as exigências de verificação de idade.
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