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O que Bill Gates disse sobre relação com Jeffrey Epstein em investigação do Congresso dos EUA

  • 11-06-2026 11:37


  • Bill Gates falou sobre suas infidelidades conjugais em comitê que investiga Epstein Getty Images via BBC O bilionário Bill Gates disse a uma comissão do Congresso dos Estados Unidos na quarta-feira (10/06) que nunca teve um relacionamento pessoal com Jeffrey Epstein e que rompeu todos os laços com o criminoso sexual quando ele não conseguiu cumprir promessas de arrecadação de fundos para esforços filantrópicos. O fundador da Microsoft compareceu voluntariamente em Washington a uma audiência a portas fechadas com o Comitê de Supervisão da Câmara que investiga Epstein.

    Acredita-se que Gates mencionou o nome de pessoas poderosas que Epstein abordou para tentar arrecadar fundos. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Gates também falou sobre infidelidades conjugais suas, dizendo que Epstein as usou para pressioná-lo. Membros do painel disseram que o depoimento mostrou que Epstein era um "colecionador de amigos" e se associava a pessoas como Gates para "projetar poder e influência". Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 Em sua declaração inicial, Gates disse que nunca presenciou Epstein envolvido em conduta criminosa, nem teve qualquer indicação disso. "Eu nunca fui à ilha dele, ao rancho dele ou à casa dele na Flórida.

    Nunca vitimei ninguém", disse.

    "Embora ele possa ter buscado fomentar um relacionamento pessoal, eu nunca tive interesse nisso e nunca correspondi." Ele também disse esperar que "os sobreviventes dos crimes de Epstein possam obter a justiça que merecem". Além de Gates, também já falaram ao comitê o ex-presidente Bill Clinton, a ex-secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton e o secretário de Comércio dos EUA Howard Lutnick, entre outros. Epstein se suicidou em uma cela de prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento.

    Sua amiga de longa data, Ghislaine Maxwell, cumpre uma pena de 20 anos de prisão.

    Ela compareceu virtualmente perante o comitê em fevereiro, mas invocou seu direito de se recusar a responder perguntas. Quando o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) publicou milhões de páginas de documentos ligados à investigação criminal de Epstein em janeiro, o nome de Gates foi mencionado milhares de vezes e ele apareceu em várias fotos ao lado de Epstein. Gates negou qualquer irregularidade e conhecimento das atividades ilegais de Epstein. Arrependimento Em sua declaração inicial, Gates reiterou o que havia dito em uma entrevista do início deste ano sobre ter exercido mau julgamento ao encontrar Epstein e que é "uma das muitas pessoas que se arrependem de tê-lo conhecido". Uma foto divulgada pelo DOJ mostra Gates perto de uma aeronave com o piloto de Epstein presente.

    Gates disse que viajou com Epstein em um jato privado. Outros documentos incluem rascunhos de e-mails atribuídos a Epstein, contendo uma série de alegações não verificadas e contestadas sobre a vida pessoal de Gates.

    Entre elas, alegações de que Epstein facilitou "encontros ilícitos" com "mulheres casadas" para Gates, que Gates teria contraído uma infecção sexualmente transmissível (IST) de "garotas russas" e que ele "ajudou Bill a obter remédios" para tratá-la. Em outro e-mail, Epstein alega que Gates tentou dar, de forma escondida, antibióticos à então esposa Melinda para protegê-la da mesma infecção.

    Gates nega essas alegações, mas admitiu ter tido casos extraconjugais com duas mulheres russas. "Epstein estava trabalhando para usar informações sobre minhas infidelidades — além de muitas mentiras que ele acrescentou — para me pressionar a retomar contato com ele", disse Gates em sua declaração inicial. A ligação entre os dois teve início em 2011, três anos após Epstein ser condenado na Flórida por duas acusações relacionadas à procura de serviços de prostituição, e se intensificou à medida que discutiam possíveis estratégias de arrecadação de fundos para a iniciativa global de saúde de Gates, afirmou o fundador da Microsoft. Gates disse que deixou claro desde o início que Epstein nunca teria uma função no trabalho de sua fundação nem receberia qualquer compensação. O principal democrata do comitê, Robert Garcia, disse a repórteres em uma atualização sobre a audiência que "Gates estava ciente de que Jeffrey Epstein poderia ter sido condenado por um crime horrível e continuou a interagir com ele para tentar obter dinheiro para sua fundação". Gates disse ao comitê que, em 2014, após Epstein reunir um grupo que descreveu como potenciais doadores, ele "percebeu que nossas discussões anteriores — que deveriam ter se traduzido em apoio filantrópico significativo — eram um beco sem saída", acrescentando que ficou claro que ninguém no grupo estava interessado em avançar. "Naquele momento, concluí que Epstein nunca cumpriria suas promessas", disse.

    "Disse a ele que não seguiríamos adiante e parei de me comunicar ou me reunir com ele." Parlamentares democratas do comitê disseram que Gates forneceu os nomes das pessoas reunidas por Epstein, mas não os compartilhou publicamente. Departamento de Justiça dos EUA divulgou foto sem data de Jeffrey Epstein com Bill Gates Departamento de Justiça dos EUA O membro republicano do comitê Tim Burchett disse que as perguntas foram "muito intensas" e que Gates foi cauteloso em suas respostas. "Está bastante claro para mim, porém, que Epstein era um colecionador de amigos.

    Ele simplesmente gostava de ter por perto pessoas importantes, tirar fotos com elas e conviver com elas, e acho que foi assim que ele as atraiu", disse Burchett. Ele também disse a repórteres que Gates parecia "abatido para alguém que tem vários bilhões". Garcia e outros democratas do comitê disseram que Gates falou sobre os rascunhos de e-mails de Epstein e insistiu que nunca foi apresentado a mulheres, meninas ou qualquer pessoa menor de idade por Epstein. "Algumas de suas respostas nos mostram que muitos dos homens que interagiram com Jeffrey Epstein só viram o que queriam ver em suas interações", disse a democrata Emily Randall. Gates disse a funcionários de sua fundação, em fevereiro, que tinha conhecimento de algo vago sobre uma proibição de viagens de Epstein por um período de 18 meses, mas que não investigou a fundo seu histórico. Os parlamentares questionaram Gates se é plausível acreditar que ele — um dos gurus da era da informação — tenha permanecido em grande parte alheio aos detalhes do histórico de Epstein, incluindo fatos que já estavam em domínio público.

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    Fonte: G1